A necessidade de reforçar a participação das mulheres na definição, planificação, orçamentação e acompanhamento das políticas de paz e segurança esteve no centro de uma mesa-redonda realizada na Cidade da Beira, por ocasião do Dia da Mulher Africana, assinalado a 31 de Julho.
O encontro promoveu uma reflexão sobre o papel das mulheres nos processos de tomada de decisão e sobre as oportunidades para fortalecer a implementação do Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança (PNAMPS).
A iniciativa reuniu representantes de instituições do Governo, organizações da sociedade civil, academia, partidos políticos, desmobilizados e outros actores relevantes. As discussões destacaram a importância de garantir que as prioridades das mulheres sejam devidamente integradas nos processos de planificação e orçamentação pública relacionados com a paz e a segurança.
Os participantes defenderam uma abordagem mais inclusiva, na qual as mulheres assumam um papel activo não apenas como beneficiárias, mas também na definição, implementação e monitoria das políticas públicas. O reforço da sua presença nos espaços de decisão foi apontado como essencial para a construção de respostas mais representativas, sustentáveis e ajustadas às necessidades das comunidades.
A sessão de abertura contou com intervenções da Directora Provincial da Mulher e Criança de Sofala, Liana Vanessa da Silva Figueiredo; da representante da Presidente da Assembleia Provincial de Sofala, Helena Beth Luís Transval; da representante da Academia Política da Mulher, Lorena Mazive; e da representante do Fórum Provincial de Sofala (FOPROSA), Ana Maria José da Costa.
A mesa-redonda foi organizada pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), no âmbito do projecto Mulheres, Paz e Segurança (MPS), em parceria estratégica com o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, e contou com o co-financiamento da União Europeia e da Embaixada da Irlanda.











