A Engenheira Agrónoma no Conselho dos Serviços de Representação do Estado na Cidade de Maputo, Fernanda Saia, em representação ao Secretário de Estado, apelou para uma maior responsabilidade e engajamento de todos os sectores sociais na promoção de uma transição justa e no uso transparente do financiamento climático.
Falando do seu discurso de abertura da conferência, Saia sublinhou que Moçambique continua entre os países mais vulneráveis do mundo aos fenómenos climáticos extremos, como ciclones, inundações urbanas, cheias e secas, cujas consequências afetam de forma mais acentuada mulheres, jovens, crianças e pessoas com deficiência.
Defendeu que uma transição justa deve assentar na criação de oportunidades de trabalho decente e na garantia de que ninguém seja deixado para trás. Para tal, destacou a necessidade de “envolvimento abnegado de todos, maximização das oportunidades sociais e económicas da ação climática, redução dos desafios comunitários e manutenção de um diálogo social eficaz entre todos os grupos interessados”.
O representante alertou ainda para a importância da aplicação racional dos recursos financeiros destinados à ação climática, frisando que “há necessidade de sair dos papéis e acompanhar no terreno os resultados das iniciativas implementadas, de modo a evitar duplicação de investimentos”.
No seu discurso, a governante reiterou a abertura do Conselho dos Serviços de Representação do Estado para colaborar com parceiros governamentais e da sociedade civil na promoção de acções voltadas para a mitigação dos impactos climáticos, com especial atenção às populações mais vulneráveis.
O evento foi promovido pela Plataforma Nacional das Organizações da Sociedade Civil para as Mudanças Climáticas (PNOSCMC – secretariado pela Livaningo), em parceria com o IMD - Instituto para Democracia Multipartidária, We Effect, Oxfam em Moçambique e WaterAid Moçambique.
A comparticipação do IMD na conferência decorre no âmbito do projecto “Reforçando o Papel de Fiscalização do Parlamento e das Assembleias Provinciais no Sector da Indústria Extractiva e Mudanças Climáticas”, apoiado pelo Ministério Finlandês dos Negócios Estrangeiros através da Demo Finland.