IMG 576g59Os parceiros internacionais do Projecto PROPAZ reafirmaram esta quinta-feira, 9 nde julho, o seu compromisso de continuar a apoiar os esforços de consolidação da paz, da reconciliação nacional e do desenvolvimento inclusivo em Moçambique, durante o Evento Final do Projecto PROPAZ e Consolidação do Fórum Nacional de Paz e Reconciliação, realizado na Galeria do Porto de Maputo.

As intervenções da União Europeia e da Suécia convergiram na ideia de que a paz constitui um pressuposto essencial para o desenvolvimento económico e social do País, defendendo igualmente a continuidade do diálogo entre o Estado, a sociedade civil e as comunidades como condição para prevenir conflitos e fortalecer a coesão social.

A Chefe de Cooperação da União Europeia em Moçambique, Paula Vazquez Horyaans, reafirmou o compromisso da União Europeia em continuar a apoiar os processos de paz, reconciliação e desenvolvimento inclusivo no País, lembrando que a parceria entre Moçambique e a União Europeia assenta na promoção da paz, dos direitos humanos e da justiça social.

Segundo afirmou, o encerramento do PROPAZ representa igualmente uma oportunidade para consolidar aprendizagens e projectar novos caminhos para o futuro. "Este evento final é, por isso, mais do que um momento de encerramento. É também um momento de consolidação, de aprendizagem e de projecção para o futuro."

A responsável defendeu ainda que as experiências produzidas pelo projecto constituem um contributo importante para iniciativas como a Agenda Mulheres, Paz e Segurança e o Diálogo Nacional Inclusivo, acrescentando que a consolidação da paz depende da cooperação entre instituições públicas, sociedade civil e comunidades. "Para a União Europeia, trabalhar lado a lado com a sociedade civil moçambicana, com as instituições do Estado e com as comunidades na consolidação da paz é uma responsabilidade partilhada."

Por sua vez, o Embaixador da Suécia em Moçambique, Andrés Jato, estabeleceu uma relação directa entre paz e desenvolvimento económico, defendendo que o conflito armado continua a ser o maior obstáculo ao progresso dos países. "O conflito armado é o maior inimigo do desenvolvimento socioeconómico."

O diplomata considerou que investir na consolidação da paz constitui provavelmente a mais importante reforma que um país pode realizar e recordou que os períodos de estabilidade permitiram a Moçambique alcançar elevados níveis de crescimento económico, enquanto os momentos de conflito produziram impactos negativos na economia e nas condições de vida da população. "A paz e a reconciliação não são apenas objectivos políticos; são condições indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do país."

Andrés Jato destacou igualmente a capacidade histórica de Moçambique para superar divisões através do diálogo, defendendo que as lições dos anteriores processos de paz devem servir de base para fortalecer os esforços actualmente em curso e construir instituições cada vez mais inclusivas e resilientes.

O evento serviu igualmente para apresentar os principais resultados alcançados pelo Projecto PROPAZ ao longo dos últimos três anos, incluindo testemunhos de beneficiários, boas práticas de mobilização comunitária, experiências das plataformas provinciais da sociedade civil, pesquisas sobre infra-estruturas de paz, exposições de PhotoVoice e Body Mapping, apresentações de Teatro do Oprimido, produtos audiovisuais e culturais, bem como debates sobre o futuro do Fórum Nacional de Paz e Reconciliação, concebido como uma plataforma permanente de diálogo, concertação e produção de conhecimento para apoiar os processos de paz no País.

Projecto PROPAZ – Cultura para Promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social é co-financiado pela União Europeia e implementado por um consórcio liderado pelo CISP – Sviluppo dei Popoliem parceria com o Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD)a LeMuSiCa – Levante-se Mulher e Siga o seu Caminho e a Associação IVERCA – Cultura, Turismo e Meio Ambiente. Ao longo dos últimos três anos, a iniciativa promoveu actividades culturais, diálogo comunitário, fortalecimento das organizações da sociedade civil e mecanismos locais de prevenção e transformação de conflitos nas províncias de Sofala, Manica e Tete, contribuindo igualmente para a consolidação do Fórum Nacional de Paz e Reconciliação como um espaço permanente de promoção da paz, reconciliação nacional e coesão social.

 

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