WhatsApp Image 2026 05 14 at 16.48.53O Governo defendeu esta quinta-feira, 14 de Maio, em Maputo, a necessidade de fortalecer a sustentabilidade económica, tecnológica e institucional dos órgãos de comunicação social, considerando que media independentes e credíveis são essenciais para consolidar a democracia, promover a participação cidadã e apoiar o desenvolvimento do país. A posição foi apresentada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, durante a abertura da Conferência Nacional sobre Sustentabilidade dos Media, que durou dois dias.

Segundo Valá, os media desempenham um papel estratégico na promoção da transparência, fiscalização das instituições públicas e formação da consciência colectiva, sobretudo num contexto marcado pela transformação digital e pelas mudanças económicas e sociais que o país enfrenta.

O ministro alertou, no entanto, que os órgãos de comunicação social enfrentam fortes pressões provocadas pela migração das receitas publicitárias para plataformas digitais globais, pela fragmentação das audiências e pela crescente velocidade da circulação da informação. Para o governante, estes factores colocam em risco a sustentabilidade financeira dos media e podem comprometer a independência editorial e a qualidade do jornalismo.

“Dificilmente existirá uma democracia robusta e vibrante onde os órgãos de comunicação social forem frágeis, economicamente vulneráveis ou editorialmente condicionados”, afirmou.

Valá defendeu ainda que a modernização tecnológica dos media deve ser acompanhada pela preservação dos valores fundamentais do jornalismo, como a ética, a verificação dos factos e o compromisso com o interesse público. “As tecnologias mudam. As plataformas evoluem. Os formatos transformam-se. Mas os valores fundamentais do jornalismo sério permanecem inegociáveis”, declarou.

Durante o discurso, o ministro destacou igualmente a necessidade de reforçar a deontologia profissional perante o crescimento da desinformação, da manipulação digital e da pressão pela instantaneidade na divulgação de conteúdos. O governante sublinhou também que o Estado tem vindo a adoptar medidas para fortalecer o ambiente institucional e regulatório da comunicação social, incluindo instrumentos ligados à transformação digital, segurança cibernética e protecção de dados.

Por sua vez, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Rasaque Manhique, centrou a sua intervenção na necessidade de construir um ecossistema mediático mais inclusivo, responsável e próximo dos cidadãos. O edil destacou o papel da comunicação social na governação participativa e na aproximação entre as instituições públicas e a população. “Governar é, também, comunicar. Comunicar com verdade. Comunicar com responsabilidade. Comunicar com humanismo”, afirmou.

Manhique defendeu que a sustentabilidade dos media não deve ser analisada apenas na perspectiva financeira, mas como um compromisso colectivo que envolve o Estado, o sector privado, os reguladores, os parceiros de cooperação e a própria sociedade. “Precisamos construir um ecossistema mediático economicamente viável, tecnologicamente preparado, editorialmente independente e socialmente responsável”, declarou.

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