Photo 1 Dialogue sessionO Diálogo intrapartidário entre as mulheres das ligas femininas e as lideranças dos partidos políticos, organizações da sociedade civil, académicos e, sobretudo, das comunidades é vista como uma ferramenta essencial que pode contribuir para a maior integração e participação activa da mulher na vida política, bem como nos lugares de tomada de decisão em Moçambique.

Este posicionamento surge do debate havido, esta terça-feira, em Maputo, organizado pelo Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD através da Academia Política da Mulher (APM) ) sobre a integração do género nos processos políticos em Moçambique, tendo em vista os pleitos eleitorais que se avizinham em 2023 e 2024.

 


No evento, que tinha como objectivo contribuir através de caminhos sólidos que possam melhorar a Integração de Género nos Processos Políticos em Moçambique ficou assente que o diálogo, a união, a cada vez mais capacitação da mulher,, pode contribuir para que a mulher seja cada vez mais integrada na vida política e, desta forma contribuir para influenciar a tomada de decisões em prol do bem-estar não somente da mulher, mas de toda sociedade com especial destaque para os grupos marginalizados.

Photo 2 Dialogue SessionDe acordo com a pesquisadora sul-africana, Pravina Makan-Lakha, que participou no evento, via zoom, o diálogo sobre a participação da mulher na política tem que ter em conta, os enormes desafios que assolam o mundo e a sociedade como são os casos da covid-19, as guerras, os desastres naturais e, para caso de Moçambique, o terrorismo em Cabo Delgado onde em todos os cenários o rosto mais sofrido que se apresenta é o da mulher.

“A voz da mulher serve para influenciar e fazer advocacia, daí a necessidade de sua maior mobilização e colaboração com diversos segmentos sociais e não passar a ideia de que esta luta é apenas das mulheres”, disse a pesquisadora que falava sobre o tema “politica e Poder- como ampliar espaço para as mulheres”, tendo ajuntando que a reflexão deve, igualmente, encontrar mecanismos de como a juventude pode ser influenciada a tomar posse dessa agenda para dar sua continuidade.

Para ela, a par desta reflexão existe uma necessidade de continuar com capacitação, formação e informação das comunidades sobreas questõespolíticasque precisarão ser colocadas em prática dai ser premente colocar as comunidades nesse objectivo.

Por sua vez, Lorena Mazive, Gestora de Projectos no IMD, observou que a educação é ainda a principal ferramenta que pode habilitar a que grupos marginalizados como a mulher, ascendam social, económica, cultural e politicamente, “daí que o fortalecimento de capacidades das mulheres deve ser uma prioridade para o país”.

Photo 3 Dialogue session“O analfabetismo contribui para o aumento das desigualdades de oportunidades entre as mulheres e entre as mulheres e homens e, no final do dia, considerando estes desafios, caberá às mulheres em cada meio cultural, social e político onde estiver inserida, determinar a forma de abordagem da política, que servirá para melhorar os seus interesses e ampliar o seu espaço de actuação e a sua voz”, avançou Lorena Mazive para quem os avanços e/ou recuos no incremento da inclusão da mulher e demais grupos marginalizados nos processos políticos, tem uma relação muito directa com a forma como os compromissos internacionais são assumidos pelos países e a qualidade da democracia inclusiva e participativa. “Por isso, todas nós somos objecto para imprimir e influenciar para a mudança”, disse.

A académica moçambicana e docente universitária, Maria de Lurdes Mangueleze, falando sobre os fundamentos da participação política da mulher nos processos políticos, explicou que o fracasso da participação da mulher nos processos políticos deve-se à vários factores, dentre os quais a falta de causas e o conformismo com a disciplina partidária, uma vez que “as pessoas não têm muita clareza do seu processo de ascensão dentro dos partidos políticos e nem o que as motiva a filiar-se aos partidos”.

Photo 4 Dialogue Session“A cultura política não é favorável para que alguém saia e diga que tem causas, que estãoacima dos interesses partidários. Não permite dizer eu quero ir ao parlamento, tenho uma causa das mulheres da minha localidade que pode ser partilhada com outras e quero defende-las no parlamento”, observa Mangueleze ajuntando que olhando para as práticas de como os políticos ascendem e são eleitos não permite para as mulheres e nem para os homens terem causas.

Neste sentido, segundo defende, Moçambique precisa de mulheres que tenham causas, com ideias e voz própria, que estejam na política para servir, contudo segundo ela, não vão emergir na cultura políticas em vigor, “uma cultura política avessa as causas individuais e ferrenha defensora do jogo partidário, a disciplina partidária, ao autoritarismo partidário.

Photo 7 Dialogue session“A bem da democraciaa pessoa tem de ser capazes de entrar nos partidos políticos e ter liberdade de pensamento e de expressão não ser anuladas”, concluiu enfatizando que apesar do aspecto positivo sublinhado pela presença de mulheres nos órgãos de soberania, a correlação entre o número de mulheres nesses órgãos e o número de caudas das mulheres defendidas por essas mulheres é discutível.

O evento do IMD, que marcou a celebração de 8 Março, Dia Internacional da Mulher, num contexto em que os direitos políticos da mulher, como o de participar livremente em processos de tomada de decisão e de influenciar políticas nacionais, ainda precisam de ser melhorado, contou com a participação com diversas personalidade proveniente dos partidos políticos parlamentares, ligas femininas de partidos políticos, organizações da sociedade civil, académicos e jornalistas de diversos órgãos sediados em Maputo.

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