Jovens participantes das Escolas para Democracia apresentaram, no último sábado, 30 de maio, preocupações dos munícipes da cidade de Pemba directamente aos órgãos municipais, durante um encontro que permitiu discutir alguns dos principais desafios que afectam a população e conhecer as respostas em curso por parte das autoridades locais.
O diálogo reuniu representantes da Assembleia Municipal e do Conselho Executivo Municipal, que responderam a questões relacionadas com o estado das estradas, a gestão de resíduos sólidos, os problemas de erosão, o transporte público, a habitação, as oportunidades económicas para os jovens e o funcionamento do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL).
No âmbito da iniciativa de fortalecimento de capacidades de jovens recém-formados, o IMD recebeu hoje mais um grupo composto por seis estagiários de diferentes instituições de ensino superior nacionais e estrangeiras.
Durante o periodo do estágio, os jovens irão desenvolver capacidades e competências nas áreas de gestão de projectos, gestão financeira e desenvolvimento de ferramentas tecnológicas.
O consórcio do projecto Mulheres, Paz e Segurança, composto pelo Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), CISP, LEMUSICA, ADPP e PROMURA, reuniu-se para analisar o progresso da implementação do projecto com o mesmo nome.
O encontro que permitiu fortalecer os laços da parceria foi oportuno para reflectir sobre a fase inicial da implementação, avaliar os resultados alcançados e antever possíveis riscos na implementação.
O coordenador de programas do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), Osman Cossing, defendeu esta sexta-feira, 22 de maio, na cidade de Nampula, a necessidade de reforçar os espaços de diálogo entre cidadãos e instituições públicas locais, considerando-os fundamentais para o fortalecimento da democracia participativa e da governação local.
Falando na sessão de abertura do diálogo entre estudantes das Escolas para Democracia e membros da Assembleia Municipal da Cidade de Nampula, Cossing afirmou que “a democracia começa com diálogo”, sublinhando que a aproximação entre instituições públicas e cidadãos constitui uma condição essencial para uma governação mais inclusiva e responsiva. “Acreditamos que a democracia local se fortalece quando cidadãos e instituições conseguem interagir de forma aberta, crítica e construtiva sobre os problemas que afectam a cidade e sobre as possíveis soluções”, declarou.
O Secretário Permanente do Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, Paulo Francisco da Silva Beirão, defendeu nesta quarta-feira, 20 de maio, em Maputo, o reforço da participação das mulheres nos processos de prevenção e resolução de conflitos, considerando que a inclusão feminina é fundamental para a construção de uma paz duradoura em Moçambique.
Falando durante a mesa-redonda sobre o Plano Nacional sobre Mulher, Paz e Segurança, Paulo Beirão afirmou que o país tem vindo a consolidar uma abordagem integrada alinhada com a Resolução 1325 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável ligados à igualdade de género e promoção da paz.
Segundo o dirigente, o novo Plano Nacional sobre Mulher, Paz e Segurança assenta em quatro pilares fundamentais: participação e liderança das mulheres, protecção dos direitos humanos, prevenção da violência baseada no género e recuperação económica e empoderamento feminino.
“Estamos a construir um país onde as mulheres não sejam apenas beneficiárias, mas protagonistas da mudança e guardiãs da paz”, declarou Paulo Beirão, acrescentando que o plano pretende assegurar uma articulação mais eficaz entre as políticas nacionais de desenvolvimento e os sectores da defesa, saúde, educação e direitos humanos.
O Secretário Permanente chamou igualmente a atenção para os impactos humanitários da violência armada no norte do país. Segundo dados apresentados pelo governante, mais de 1,3 milhões de pessoas continuam a necessitar de assistência humanitária nas províncias afectadas pelo conflito armado, nomeadamente Cabo Delgado, Niassa e Nampula, sendo mulheres e crianças cerca de 80 por cento desse universo.
Neste contexto, Paulo Beirão defendeu o aumento da presença feminina em posições de liderança e nos processos de tomada de decisão ligados à paz e segurança. “A participação das mulheres na prevenção e resolução de conflitos e na resposta às violações dos direitos humanos é prioritária”, afirmou.
Por sua vez, o Director Executivo do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Mulhovo, alertou para a necessidade de aprovação urgente do novo Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança 2025–2030, considerando que atrasos poderão enfraquecer os mecanismos institucionais de implementação da agenda.











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