O Director Executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Mulhovo, considera que a experiência do Acordo de Maputo oferece lições importantes para os actuais desafios de paz e reconciliação em Moçambique, destacando o diálogo, a perseverança, a fraternidade e a liderança como pilares fundamentais que podem inspirar os esforços de pacificação no Norte do país.
A posição foi defendida durante o lançamento do livro From Maputo to the Mountain: Building Peace in Mozambique (De Maputo à Montanha: Construindo a Paz em Moçambique), da autoria de Mirko Manzoni e Neha Sanghrajka, realizado a 2 de Novembro, no Hotel Cardoso, em Maputo.
Foi lançado, nesta segunda-feira, 2 de Novembro, no Hotel Cardoso, em Maputo, o livro "From Maputo to the Mountain: Building Peace in Mozambique" (De Maputo à Montanha: Construindo a Paz em Moçambique), da autoria de Mirko Manzoni e Neha Sanghrajka, dois mediadores internacionais que desempenharam papéis relevantes no processo de diálogo e negociação que culminou com a assinatura do Acordo de Maputo.
O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) alerta que a ausência da revisão da Lei da Comissão Nacional de Eleições (CNE) na agenda parlamentar mantém a incerteza sobre a sucessão dos seus membros. Propõe, por isso, a revisão legislativa e a preparação da transição ainda em 2026, para evitar a sobreposição com operações essenciais das eleições de 2028 e 2029.
O alerta consta do policy brief "CNE rumo à incerteza institucional? Riscos da não inclusão da Lei da CNE na IV Sessão Ordinária da AR".
No ano em que Moçambique assinala 50 anos da Independência Nacional, a construção de uma paz duradoura continua a exigir respostas para os conflitos, a polarização política e a falta de confiança entre cidadãos e instituições. Foi neste contexto que o Director Executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Mulhovo, defendeu que a paz deve ser construída para além dos acordos políticos e vivida pelas comunidades.
A reconciliação nacional, defendeu o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, depende também da capacidade de levar o diálogo às comunidades e de enfrentar as causas que alimentam a desconfiança e os conflitos. No discurso de abertura da Conferência Nacional Inter-Religiosa, realizado nesta quinta-feira, 22 de Outubro, na Matola, o Chefe do Estado apelou às lideranças religiosas para que contribuam activamente para o Diálogo Nacional Inclusivo.











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